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Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas

Técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas

O ato de aprender, para muitos alunos, pode ser uma verdadeira tortura diante dos obstáculos encontrados no meio do caminho. Os motivos são os mais variados possíveis, mas a não compreensão da própria dificuldade ao aprendizado é o que já foi mencionado na literatura científica de ignorância secundária (Brown, 1978).

Antes de explorar algumas técnicas de aprendizado e habilidades metacognitivas, é importante que vocês saibam o que é a metacognição e como ela pode influenciar a vida pedagógica não só de crianças, mas de adultos também.

O que significa a metacognição?

A metacognição é algo que está ligado à “consciência e ao automonitoramento do ato de aprender” ou como a definição a seguir: “aprendizagem sobre o processo de aprendizagem ou a apropriação e comando dos recursos internos se relacionando com recursos externos”. É compreensão do aprendizado.

Que influências ela pode trazer para o estudante?

De acordo com levantamentos, a metacognição influencia campos diversos do saber, como a comunicação e a compreensão oral; além da escrita e da resolução de problemas. Isso significa um elemento imprescindível ao ato de ‘aprender a aprender’.

Mas os benefícios não param por aí. Estudos revelam que a metacognição também influencia a motivação dos alunos. O fato de eles terem a autonomia de “controlar e gerir os próprios processos cognitivos lhes dá a noção da responsabilidade pelo seu desempenho escolar e é responsável por gerar confiança nas suas próprias capacidades.”

Qual o papel da metacognição nas atividades do cérebro?

É importante destacar que tamanhas habilidades que direcionam as ações metacognitivas do estudante pedem a utilização de determinados mecanismos, por vezes bem complexos, resultando em “planificação, verificação, monitoração, revisão e avaliação das realizações cognitivas.”

Que técnicas podem ser usadas com meus alunos?

Vale ressaltar aqui que as estratégias de metacognição visam ao melhoramento dos estudantes. Vejam quais são elas:

– Induzir as pessoas ao autoconhecimento

É muito importante enfatizar isso, pois quando os alunos percebem o momento que começa sua dúvida e o que ele pode fazer para saná-las, eis aí um passo cujo resultado poderá trazer benefícios para eles. O educador tem a missão de induzi-los quanto à melhor forma de aprendizagem para cada estudante. Estimular o autoconhecimento de todos eles.

– Anotações durante a aula

Um dos mecanismos mais eficazes é a anotação das explicações que são dadas durante a aula. Os principais conceitos podem ser sublinhados ou grafados com uma caneta de cor diferente, por exemplo. O professor deve indicar como hierarquizar essas informações e fazer pequenas pausas para saber como está o rendimento da turma com a exposição do conteúdo.

– Avaliação da matéria ao final da aula

Ao fim de cada explicação, peça aos alunos para fazer um pequeno resumo sobre o que foi passado. Não é um texto, mas apenas um parágrafo que possa sintetizar as ideias exploradas no dia. Dessa forma, o estudante vai perceber os obstáculos que se fizeram presentes em sua concepção.

– Mapas conceituais

Essa dica pode ser utilizada em turmas de adolescentes, por exemplo. A unificação dos conceitos em um esquema tende a auxiliá-los bastante no entendimento de uma matéria. É preciso que o educador ensine-os como estruturar esse mapa.

Fonte: https://neurosaber.com.br/tecnicas-de-aprendizado-e-habilidades-metacognitivas/  Acessado em  23 de abril de 2018, por Eliane Costa Kretzer, Psicopedagoga

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Como lidar com a dificuldade de aprender ou memorização de atividades?

Todos nós somos suscetíveis às dificuldades, seja ela a de falar em público, expressar-se através da escrita e até mesmo lembrar conceitos e nomes. Todos esses aspectos também estão ligados à fase da infância, sobretudo no que diz respeito aos episódios que podem afetar muitas pessoas em idade escolar.

O artigo de hoje tem como foco a dificuldade que uma criança pode ter em aprender ou memorizar alguma atividade que seja relevante para a sua vida pedagógica e social. No entanto, o que fazer para lidar com isso? Existe algum exercício que consiga resolver essa situação? É preciso acompanhamento terapêutico? Confira a seguir.

Por que as crianças não conseguem memorizar?

Não existe uma resposta para isso, mas algumas possibilidades que podem levar alunos a encontrarem obstáculos para aprender ou memorizar. Uma das linhas mais abordadas nesse cenário segue para os distúrbios de aprendizagem. Entretanto, é aconselhável observar por algum período o comportamento do pequeno.

Meu filho realmente não aprende porque tem dificuldade em alguma matéria

Se o motivo das preocupações for este, é necessário estabelecer algumas estratégias que visem dar à criança uma margem maior para o aprendizado, por exemplo. Aulas de reforço e uma rotina diária de tarefas, acerca da disciplina que motiva essa situação, são os mais indicados.

Outras soluções para driblar a dificuldade de aprender ou a memorizar

– Fazer paródias com o conteúdo pedagógico: a música pode ser uma excelente forma de memorização e aprendizado;

– Pequenos fragmentos: se a criança estiver com problemas para lembrar alguma palavra, cole post-it (papel de recados) em cantos que podem ser vistos pelo pequeno. Isso pode aumentar sua capacidade para fixar o conteúdo. Ex: algum idioma novo, algum conceito, etc.

E quando a dificuldade é motivada por algum distúrbio, o que fazer?

Nesses casos, o pequeno realmente vai precisar de um acompanhamento interdisciplinar, pois somente uma equipe de especialistas tem a missão de oferecer terapias que consigam estabelecer intervenções próprias para a demanda do aluno. O distúrbio de aprendizagem pode ser o mais provável.

É interessante saber quais são os principais:

Discalculia

discalculia é quando a criança tem dificuldade de aprender tudo que esteja direta ou indiretamente ligado a questões que envolvem números, como probleminhas, aplicações e conceitos matemáticos.

Disgrafia

disgrafia ocorre quando o aluno apresenta dificuldade na elaboração da linguagem escrita. A criança pode encontrar dificuldades para desenvolver suas habilidades na área mencionada e que, em muitos casos, pode vir acompanhada de uma dislexia.

Hiperatividade

Muito falada na sociedade e, na mesma intensidade, levada a equívocos por parte do senso comum, a hiperatividade é marcada pela falta de atenção. A criança hiperativa não consegue prender a atenção em tudo e também quer realizar várias tarefas ao mesmo tempo. O hiperativo é muito agitado e não consegue ficar parado.

Déficit de atenção

Esse déficit é caracterizado pela falta de atenção, mas não é algo voluntário. Lembre-se que isso também é um distúrbio de aprendizagem. Nesse caso, a criança não consegue fixar sua atenção ao que está sendo ensinado.

Tratamentos

Como mencionado anteriormente, as intervenções devem ser aplicadas por profissionais de áreas diversificadas, como educadores, psicopedagogos, psicólogos, entre outros. Somente dessa maneira, a criança tem a chance de alcançar objetivos pedagógicos satisfatórios.

Fonte: https://neurosaber.com.br/como-lidar-com-a-dificuldade-de-aprender-ou-memorizacao-de-atividades/. Acessado em 23 de abril de 2018, às 10h10min, por Eliane Costa Kretzer, Psicopedagoga.

Para refletir e não apenas tomar como verdade absoluta, é preciso analisar os pontos positivos e negativos.

Não podemos nos privar de discutir a questão das Novas Tecnologias da Informação e da Comunicação (NTIC) na vida das pessoas e também na escola. Pesquisando sobre o assunto, li o texto abaixo extraído do site https://www.soescola.com, considerei importante repassar para que nós educadores possamos não apenas nos informar sobre o assunto, mas também discutir e analisar os prós e os contras do uso das tecnologias na sala de aula. Convido vocês a lerem o artigo e postarem os seus comentários.

Uso das novas tecnologias contribuem ou atrapalham em sala de aula?

Autor: Prof Marcos L Souza – 05/11/2017
Pedagogo – Psicopedagogo – Historiador – Educador musical – Mestre em Filosofia

Continuar lendo Para refletir e não apenas tomar como verdade absoluta, é preciso analisar os pontos positivos e negativos.

Um texto muito interessante sobre a “escrita espelhada”, com ideias de atividades para ajudar a criança a superar esta fase.

Você também pode acessar o texto pelo link: Psicopedagoga Eliane Costa Kretzer Escrita Espelhada

Psicopedagoga Eliane Costa Kretzer – ABPp/SC – 346/2009

Um texto muito interessante sobre a “escrita espelhada”.

Escrita espelhada, o que fazer?

 Soescola, 4 De Maio De 2017:

https://www.soescola.com/2017/05/escrita-espelhada-o-que-fazer.html

Quando as crianças iniciam a escrever suas primeiras palavras ou números, a sensação dos pais é indescritível. É um processo de autonomia, um ritual de passagem evidenciando uma nova etapa na vida da criança… É uma gracinha ver aquelas mãos tão delicadas iniciando seus traçados…

Ao compor suas primeiras escritas elas mostram-se portadoras de inúmeras experiências, desejos, anseios e dinâmicas particulares de aprendizado. Vygotsky (1998) destaca que a escrita tem significado para as crianças, desperta nelas uma necessidade intrínseca e uma tarefa necessária e relevante para a vida.

Entretanto, na medida em que esta escrita avança é comum que elas evidenciem letras ou números espelhados…algumas já estão lá por volta dos 7 anos e ainda mantém esta característica e por que será que fazem isso?

Em primeiro lugar é importante ressaltar que espelhar letras e números é normal, pois a criança está em processo de construção da escrita. Para que ela tenha o entendimento, que nós adultos temos que a escrita inicia da esquerda para a direita (no caso da cultura ocidental), algumas noções anteriores ao papel devem ser bem trabalhadas. A aquisição da escrita é posterior à aquisição da linguagem e posterior a um nível específico de maturidade motora humana.

Conforme Esteban Levin (2002: 161), o ato da escrita em si, não depende somente do ato biológico, mas de toda uma estrutura que provém do sistema nervoso central,

[…] o que escreve é um sujeito-criança, mas, para fazê-lo, necessita de sua mão, de sua orientação espacial (lateralidade), de um ritmo motor (relaxamento-contração), de sua postura (eixo postural), de sua tonicidade muscular (preensão fina e precisa) e de seu reconhecimento no referido ato (função imaginária).

Conforme manual de neurologia infantil, autoria de Diament (2005), a partir dos 7 anos que a criança começa a consolidar a noção de direita e esquerda, bem como encontra-se em fase de maturação de áreas visoespaciais, portanto é perfeitamente normal ainda apresentar algumas trocas  na direção de suas escrita, pois estão em processo de aprendizagem, sistematizando suas hipóteses e consolidando noções importantes em aspectos neurobiológicos, porém, alguns alunos espelham palavras e frases inteiras, característica da disgrafia. No entanto, isso não significa que as crianças que espelham letras e números apresentem disgrafia, mas se no final deste ano, após todas as intervenções pedagógicas terem sido realizadas, visando a “escrita correta” das palavras, faz-se necessário uma avaliação mais detalhada.

Dehaene (2012) nos mostra que a capacidade de reconhecer as figuras simétricas faz parte das competências essenciais do sistema visual, porque permite o reconhecimento dos objetos independentemente da sua orientação, por esse motivo  que quando uma criança aprende a ler tem que “desaprender” a generalização em espelho para que possa compreender a diferença entre as letras “b” e “d”.  A maioria das crianças passa por uma fase de escrita em espelho tendo geralmente ultrapassada esta dificuldade por volta dos 8 anos. Entretanto, cabe ressaltar que algumas das crianças que apresentam escrita espelhada são canhotas.

A identificação de uma imagem na sua forma simétrica, confusão esquerda-direita, também é frequente, no nosso sistema visual (Dehaene 2007). No entanto, na sala de aula existem professores que consideram “errado” quando os alunos escrevem palavras ou números espelhados, por isso se faz necessário esclarecer que antes de considerar certo ou errado, faz-se necessário realizar atividades que propiciem a lateralidade. Com certeza, no processo de alfabetização, tanto pais, quanto professores, devem sempre questionar a criança sobre como poderia melhorar aquilo que fez, procurar fazê-la tomar conhecimento do que fez e como o fez, mas também como deveria fazê-lo.

Numa abordagem neurocientífica Guaresi (2009) enfatiza que: A criança tem que manipular um repertório de  habilidades motoras finas e complexas concomitantes com dados sensoriais (conteúdo visual),  um processo que envolve muitas funções cerebrais, tais como atenção, memória, percepção  (integração e interpretação de dados sensoriais), entre outras. O processo de aprendizagem da  escrita envolve, entre outros aspectos, a integração viso-espacial, ou seja, visualizar o que está  sendo apresentado, localizar o lápis, acomodá-lo de forma satisfatória na mão, direcioná-lo ao  caderno e iniciar a sequência de movimentos numa tentativa de escrita. Com o tempo e o reforço das redes sinápticas correspondentes, este processo será automático, ou seja, não  precisará de monitoramento cerebral constante para execução da tarefa e a criança terá  condições de aumentar o nível de complexidade.

Existem três domínios principais que precisam ser ensinados para que uma pessoa tenha autonomia no ato de escrever: o domínio linguístico, o domínio gráfico e o de conceitos de letra e texto. A escrita  como um sistema organizado manifesta nossa capacidade de simbolizar.  É complexo e sua aquisição demanda o domínio das várias dimensões que o compõe, por exemplo, além da segmentação, as crianças precisam adquirir no domínio gráfico, noções de esquerda para a direita, de cima para baixo.

Portanto, a neuropsicopedagogia não lida apenas e diretamente com o problema de aprendizagem, mas com todos os processos metacognitivos que fazem com o ser humano venha a ter melhores condições de aprendizagem. Nesse sentido é importante lembrar que os alfabetos expostos em sala de aula, não deveriam ser em E.V.A, pois na maioria das vezes, apresentam somente a letra script maiúscula, sendo que no mundo letrado, não é somente este tipo de escrita que a criança encontra, muito menos deveriam conter formas de “bichinhos, bonequinhos”, pois isto também acarreta em confusão para aquela que se encontra em processo inicial do traçado das letras. Ela precisa visualizar a estética correta da escrita, e se possível que neste alfabeto seja sinalizado por setas indicando por onde começar esta escrita. A mesma sugestão é válida para o traçado de números. No entanto, antes de sistematizar a escrita “no papel”, diversas outras atividades envolvendo o corpo devem estar bem desenvolvidas, pois tudo que sentimos através do nosso corpo, torna-se mais significativo e é nesse sentido que seguem algumas sugestões de atividades:

 Jogo de orientação espacial: Dependendo da idade da criança, pode-se colocar uma fita no braço, ou perna sinalizando o lado direito (ou esquerdo). Coloca-se no chão algo delimitando o espaço, por exemplo 3 colchonetes. A criança fica posicionada no colchonete do meio, e o professor diz: direita (ele deve passar para o colchonete correspondente), esquerda ou meio. Também, após terem dominado estas noções,  pode ser colocado outros 3 colchonetes na frente da criança, sendo que outra participe da atividade, demonstrando que ao se posicionarem uma frente a outra, o ato de pular para a direita de uma, irá mostrar-se diferente do ato de pular para a direita de outra.
 Atividades com balão: Tentar manter o balão no ar, somente batendo nele com a mão direita, após somente com a mão esquerda.

Brincar de Robô:

Uma criança é o robô, e seu parceiro é o guia. Auxiliados pela professora, combinam sinais de movimentação do robô. Por exemplo, se o guia tocar o lado esquerdo da cabeça do robô, esse vira para a esquerda; se tocar o lado direito, vira à direita; se tocar o alto da cabeça, o robô abaixa, e assim por diante. Algum tempo depois, invertem-se os papéis, sendo que o guia vira robô, e o robô vira guia. Depois disso, a brincadeira é feita com deslocamentos. As duplas combinam os sinais de movimentação. Por exemplo, um toque na parte de trás da cabeça é sinal para o robô ir adiante; um toque nos ombros é sinal para que ele pare.

Brincar de espelho:

Inicialmente cada aluno faz as atividades sozinhos, ou seja, a professora diz, mostrar a mão direta, colocar o pé esquerdo ao lado da cadeira, colocar a mão esquerda no olho esquerdo, encostado no cotovelo direito  no joelho direito, e ir dizendo várias situações. Mas para brincar de espelho, cada um ficará de frente a um colega e deverá seguir as instruções dadas pela professora, porém localizando no outro.

Que letra é essa?

Nas costas do aluno o professor faz com o dedo uma letra e o mesmo deve dizer qual é.

Caminhar sobre as letras:

No chão, fazer o traçado de letras ou palavras e os alunos devem caminhar sobre as mesmas, seguindo a ordem que o traçado deve ser feito.

Escrita com água:

Os alunos podem molhar o dedo na água e vir ao quadro passar o dedo sobre o traçado das palavras.

Escrita na areia:

No chão, escrever com o dedo, ou palito de picolé, o traçado de palavras.

Modelagem de palavras:

Usando argila ou massa de modelar, escrever palavras modelando letra por letra.

Referência Bibliográfica:

BOSSA, Nádia. Dificuldades de Aprendizagem: o que são e como tratá-las. Porto Alegre: ARTMED, 2000.

DEHAENE, Stanislas. Os Neurônios da Leitura: Como a ciência explica a nossa capacidade de ler. Porto Alegre: Penso, 2012.

DIAMENT, A. CYPEL,S. Neurologia Infantil, 2005, p. 78

GUARESI, Ronei. Etapas da aquisição da escrita e o papel do hipocampo na consolidação de

elementos declarativos complexos. Letrônica, Porto Alegre v.2, n.1, p. 189, jul. 2009.

LEVIN, Esteban.  A Infância em Cena. Petrópolis: Ed. Vozes, 2002-
LIMA, Elvira Souza .Coleção Cotidiano na Sala de Aula. Ed Inter Alia, São Paulo

Esta reportagem foi retirada do site “Soescola”, acessada em 20 de dezembro/2017 através do link: https://www.soescola.com/2017/05/escrita-espelhada-o-que-fazer.html.

Eliane Costa Kretzer

Psicopedagoga ABPp/SC – 346/2009

Gaspar, 20 de dezembro de 2017.

INDICAÇÕES DE LITERATURAS

OUVIR HISTÓRIAS PARA GOSTAR DE LER…

Para a estimulação do hábito de ler, nada melhor que ler para uma criança. Assim, ela percebe a importância da leitura em sua vida, bem como a leitura tem que ser significativa. Faço aqui uma lista de literaturas que podem contribuir para um momento de leitura. Todas estão disponíveis na Biblioteca Pública, algumas também encontramos nas bibliotecas escolares. Boas leituras…. Abraços e logo, logo colocarei outras!

Eliane Costa Kretzer

Gaspar, 22/06/2017.

HODGKINSON, Leigh; AQUINO, Gilda de (Tradutora). Cachinhos dourados e um urso apenas. São Paulo: Brinque-Book, 2013. 32 p. ISBN 978-85-7412-422-3. TOLMAN, Marije; TOLMAN, Ronald (Ilustrador). A casa na árvore. São Paulo: Brinque-Book, 2012. 32 p. ISBN 978-85-7412-406-3.
WILLS, Jeanne; ROSS, Tony (Ilustrador); AQUINO, Gilda de (Tradutora). Como é que eu era quando era bebê?. São Paulo: Brinque-Book, 2009. 28 p. ISBN 978-85-7412-101-7. PAGE, Gail; AQUINO, Gilda de (Tradutora). Como ser um bom cachorro. São Paulo: Brinque-Book, 2014. 32 p. ISBN 978-85-7412-444-5.
PAGE, Gail; AQUINO, Gilda de (Tradutora). Como ser um bom gato. São Paulo: Brinque-Book, 2014. 32 p. ISBN 978-85-7412-445-2. BRENMAN, Ilan; KARSTEN, Guilherme (Ilustrador). Conversa para pai dormir. São Paulo: Brinque-Book, 2012. 24 p. ISBN 978-85-7412-389-9.
GAY, Marie-Louise. Estela, estrela-do-mar. São Paulo: Brinque-Book, 2000. 32 p. ISBN 978-85-7412-056-0. KING, Stephen Michael; AQUINO, Gilda de (Tradutora). Folha. São Paulo: Brinque-Book, 2008. 66 p. ISBN 978-85-7412-242-7.
JOLLEY, Mike; ALLWRIGHT, Deborah (Ilustradora); AQUINO, Gilda de (Tradutora). Grunter, a história de um porco insuportável. 2. ed. São Paulo: Brinque-Book, 2012. 36 p. ISBN 978-85-7412-363-9. VILELA, Fernando. Os heróis do tsunami. São Paulo: Brinque-Book, 2011. 40 p. ISBN 978-85-7412-360-8.
CALLERY, Sean; DELL’ARINGA, Regina (Tradutora); ZIEWE, Jurgen (Ilustrador). Hieróglifos: desvende o mistério do gato dourado. São Paulo: Brinque-Book, 2010. 48 p. ISBN 978-85-7412-303-5. MUNDURUKU, Daniel; KOWALCZYK, Marie Therese (Ilustradora). Kabá Darebu. São Paulo: Brinque-Book, 2002. 28 p. ISBN 85-7412-086-3.
AUTUMN PUBLISHING; HINTON, Stephanie (Ilustradora); AQUINO, Gilda de (Tradutora). Monstros multicoloridos. São Paulo: Brinque-Book, 2015. n. p. ISBN 978-85-7412-522-0. TILLMAN, Nancy; AQUINO, Gilda de (Tradutora). Na noite em que você nasceu. São Paulo: Brinque-Book, 2008. n. p. ISBN 978-85-7412-234-2.
BRENMAN, Ilan; TOKITAKA, Janaina (Ilustradora). O nariz da Cris. São Paulo: Brinque-Book, 2011. 24 p. ISBN 978-85-7412-316-5. NEVES, André. Obax. São Paulo: Brinque-Book, 2010. 33 p. ISBN 978-85-7412-297-7.
FREEMAN, Tor; AQUINO, Gilda de (Tradutora). Olívia e o mau humor. São Paulo: Brinque-Book, 2013. 28 p. ISBN 978-85-7412-504-6.
Boas leituras…..

Algumas estratégias e orientações para auxiliar o desempenho escolar e a vida social de crianças e adolescentes com diagnóstico de TDAH

LEITURA (Rotta, Ohlweiler e Riesgo, 2006)

Importante: A maioria das dificuldades de leitura não está na decodificação e sim na compreensão leitora. Algumas destas estratégias auxiliam também para um processo de estudo dirigido, por exemplo para uma prova, em casa.

  1. Realização de leitura em voz alta;
  2. Ilustração de histórias lidas;
  3. Levantar aspectos importantes do texto que será lido auxiliando a seleção de informações importantes;
  4. Discutir o assunto antes da leitura, levantando conhecimentos prévios ou hipóteses sobre o assunto;
  5. Discutir depois da leitura, enfatizando o que foi relevante do texto;
  6. Utilizar gravadores. Podem ser usados tanto para a sia leitura como para a leitura de colegas.
  7. Estimular o uso de livros diversificados abordando o assunto de formas variadas.  A criança de forma geral, e principalmente a criança com TDAH, é bastante motivada por meio das novidades (usar vários suportes de texto).

ESCRITA (Rotta, Ohlweiler e Riesgo, 2006)

  1. Trabalhar com atividades de consciência fonológica (rimas, parlendas, trava-línguas, prolongamento dos sons das letras como F – V – J – G – X – Z – M – N – vogais);
  2. Incentivar a construção de narrativas orais que podem  favorecer a construção de esquemas que auxiliam a organização do pensamento e a coerência, conexão de ideias.

GRAFIA (Chamat, 2008)

Distúrbio de integração visual: não conseguem transmitir as informações visuais ao sistema motor, onde causa desorganização em momentos de escrita (expressão gráfica do pensamento). Algumas crianças/adolescentes com TDAH podem apresentar este distúrbio o que gera um traçado da letra lento, ou seja, demora ao copiar ou escrever uma redação. Nestes momentos a criança/adolescente tente a “fugir” desta atividade, pois se torna estressante, busca recursos como conversar, desenhar, entre outros. Sugere-se:

  1. Auxiliar a elaboração de resumos, esquemas e mapas mentais;
  2. Não cobrar cópias extensas e permitir o uso de gravador durante as explicações;
  3. Se possível até o uso de smartphones ou tablets, como suporte nas atividades de escrita (neste caso para as crianças/adolescentes que já estão completamente alfabetizados).

ORTOGRAFIA (Rotta, Ohlweiler e Riesgo, 2006)

  1. Permitir, sempre que possível, o uso do computador, smartphone, pois essa ferramenta assinala automaticamente os erros cometidos, auxiliando a identificação e a correção;
  2. Incentivar o uso do dicionário e a criação de um dicionário particular;
  3. Evitar correções de erros quando a atividade não se referir à Língua Portuguesa;
  4. Evitar o uso de canetas vermelhas poluindo as atividades com correções. Estas além de gerarem um sentimento de incompetência, não contribuem para a melhora da ortografia;
  5. Valorizar a escrita e explicitar seus ganhos e suas expectativas quando das aquisições futuras.
  6. Buscar estratégias diversificadas (por exemplo, com professores de Língua Portuguesa) para trabalhar a ortografia (trocas, inversões e omissões).

PRODUÇÃO DE TEXTO (Rotta, Ohlweiler e Riesgo, 2006)

Para garantir a construção de competências na produção textual é necessário atenção, planejamento e capacidade de execução, áreas afetadas para quem tem TDAH. Sugere-se:

  1. Realizar atividades que foquem a organização estrutural de cada gênero;
  2. Traçar passos para organizar o material escrito;
  3. Incentivar a releitura do material e a consequente revisão das produções;
  4. Ter claro que revisar não é corrigir ortografia e sim melhorar a produção, deixando o texto atrativo para o leitor. Tratar a produção como algo social dando função à atividade.

MATEMÁTICA

Uma das dificuldades do aluno com TDAH é a regulação da atenção, a exigência de mais memória e do planejamento, para que de um determinado problema a criança possa coordenar os passos/etapas e fazer a seleção correta dos dados, é onde se concentra a sua dificuldade na matemática. Algumas orientações se tornam significativas como:

  1. Solicitar que sejam grifados os passos ou o que é desejado da atividade;
  2. Oferecer uma folha de papel extra para que possa realizar os cálculos. O trabalho mental deve ser estimulado em algumas situações, mas nunca nas avaliações;
  3. Iniciar os assuntos rememorando conteúdos necessários à nova aquisição que será apresentada em seguida;
  4. Oferecer material concreto/manipulável;
  5. Incentivar a revisão das atividades e das avaliações.

Para finalizar é muito importante para o sucesso da criança que o trabalho de equilibração da atenção seja proporcionado tanto em âmbito escolar como familiar. Assim como, auxílio de profissionais que possam conduzir conflitos e condutas, juntamente com a família e escola numa perspectiva da criação de uma rotina estruturante, equilibrada e definida. A família estará contribuindo estabelecendo regras claras e objetivas. A criança com TDAH necessita do auxílio de um adulto equilibrado, que consiga ouvir e também estabelecer limites claros e ponderados, pois sabe-se que a paciência e a tolerância nestas crianças sempre está num limiar muito sutil. Pequenos erros e deslizes devem ser superados com tranquilidade para que não aconteça uma cobrança excessiva e um aumento na ansiedade e na frustração. A flexibilidade e o bom senso são cruciais no trabalho com as crianças/adolescentes com TDAH.

FONTE: SAMPAIO, Simaia (org), FREITAS, Ivana Braga. TRANSTORNOS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: entendendo melhor os alunos com necessidades educativas especiais. Rio de Janeiro: 2 ed. Wak Editora, 2014, p.155 – 161.

Eliane Costa Kretzer

Psicopedagoga do SEFOPPE

Gaspar, 22 de junho de 2017.

TDAH – Transtorno Déficit Atenção e Hiperatividade

Estudando sobre os alunos com TDAH, encontrei um excelente e explicativo material para professores, coordenadores e mesmo a família sobre como trabalhar e lidar com esses alunos. É muito importante que todos os profissionais que lidam com crianças com este transtorno pesquisem e tenham informações seguras para que o trabalho se desenvolva de forma qualitativa e dentro das expectativas de cada sujeito envolvido.

Acredito que somente com informação, aceitação e trocas de experiências vamos avançar no trabalho pedagógico com as crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizagem. Boa leitura!

Abraços!

Eliane Costa Kretzer

Psicopedagoga – SEFOPPE – 2017.

Como o professor pode ajudar no tratamento do TDAH?

Qual o papel da escola e do professor no acompanhamento da criança com TDAH?

É comum os professores perguntarem: se o TDAH é uma doença, porque o professor teria responsabilidade sobre o tratamento? Como contribuir para a melhora da criança? Como descrito, o TDAH não é um transtorno que afeta apenas o comportamento da criança. Na medida em que afeta também a capacidade para a aprendizagem, a escola precisa assumir o importante papel de organizar os processos de ensino de forma a favorecer ao máximo a aprendizagem. Para tal, é necessário que direção, coordenações, equipe técnica e professores se unam para planejar e implementar as técnicas e estratégias de ensino que melhor atendam às necessidades dos alunos que se encontram sob sua responsabilidade.

O mais importante é o professor conhecer o TDAH e reconhecer que essas crianças necessitam de ajuda. Além disso, utilizar estratégias que possam ajudá-las no aprendizado também é fundamental para o tratamento dos portadores de TDAH.

A seguir apresentamos algumas estratégias para o manejo de crianças com TDAH no dia a dia da escola. Essas estratégias fazem parte de um programa de treinamento de manejo comportamental para professores e outros profissionais da área de educação, desenvolvido pela Equipe do Projeto Inclusão Sustentável (PROIS).

Recebendo e acolhendo o aluno:

• Identifique quais os talentos que seu aluno possui. Estimule, aprove, encoraje e ajude no desenvolvimento deste.

• Elogie sempre que possível e minimize ao máximo evidenciar os fracassos.

• O prejuízo à autoestima frequentemente é o aspecto mais devastador para o TDAH.

• O prazer está diretamente relacionado à capacidade de aprender. Seja criativo e afetivo buscando estratégias que estimulem o interesse do aluno para que este encontre prazer na sala de aula.

• Solicite ajuda sempre que necessário. Lembre-se que o aluno com TDAH conta com profissionais especializados neste transtorno.

• Evite o estigma conversando com seus alunos sobre as necessidades específicas de cada um, com transtorno ou não. Organizando o espaço – Monitorando o Processo

• A rotina e organização são elementos fundamentais para o desenvolvimento dos alunos, principalmente para os portadores de TDAH. A organização externa refletirá diretamente em uma maior organização interna. Assim, alertas e lembretes serão de extrema valia.

• Quanto mais próximo de você e mais distante de estímulos distratores, maior benefício ele poderá alcançar.

• Estabeleça combinados. Estes precisam ser claros e diretos. Lembre-se que ele se tornará mais seguro se souber o que se espera dele.

• Deixe claras as regras e os limites inclusive prevendo consequências ao descumprimento destes. Seja seguro e firme na aplicação das punições quando necessárias, optando por uma modalidade educativa, por exemplo, em situações de briga no parque, afaste-o do conflito porém mantenha-o no ambiente para que ele possa observar como seus pares interagem.

• Avalie diariamente com seu aluno o seu comportamento e desempenho estimulando a autoavaliação.

• Informe frequentemente os progressos alcançados por seu aluno, buscando estimular avanços ainda maiores.

• Dê ênfase a tudo o que é permitido e valorize cada ação dessa natureza.

• Ajude seu aluno a descobrir por si próprio as estratégias mais funcionais.

• Estimule que seu aluno peça ajuda e dê auxílios apenas quando necessário. Procedimentos facilitadores

• Estabeleça contato visual sempre que possível, isto possibilitará uma maior sustentação da atenção.

• Proponha uma programação diária e tente cumpri-la. Se possível, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) 30 além de falar coloque-a no quadro. Em caso de mudanças ou situações que fogem a rotina, comunique o mais previamente possível.

• A repetição é um forte aliado na busca pelo melhor desempenho do aluno.

• Estimule o desenvolvimento de técnicas que auxiliem a memorização. Use listas, rimas, músicas, etc.

• Determine intervalos entre as tarefas como forma de recompensa pelo esforço feito. Esta medida poderá aumentar o tempo da atenção concentrada e redução da impulsividade.

• Combine saídas de sala estratégicas e assegure o retorno. Para tanto, conte com o pessoal de apoio da escola.

• Monitore o grau de estimulação proporcionado por atividade. Lembre-se que muitas vezes o aluno com TDAH pode alcançar um grau de excitabilidade maior do que o previsto por você, criando situações de difícil controle.

• Adote um sistema de pontuação. Incentivos e recompensas, em geral, alcançam bons resultados.

Integrando ao grupo:

• A integração ao grupo será um fator de crescimento. Esteja atento ao grau de aceitação da turma em relação a este aluno.

• Identifique possíveis parceiros de trabalho. Grandes conquistas podem ser obtidas através do contato com os pares. • Sua capacidade de liderança, improviso e criatividade são ferramentas que podem auxiliar no nivelamento da atenção do grupo e em especial do aluno com TDAH. Use o humor sempre que possível.

Realizando tarefas, testes e provas:

• As instruções devem ser simples. Tente evitar mais de uma consigna por questão.

• Destaque palavras-chaves fazendo uso de cores, sublinhado ou negrito.

• Estimule o aluno destacar e sublinhar as informações importantes contidas nos textos e enunciados.

• Evite atividades longas, subdividindo-as em tarefas menores. Reduza o sentimento de “eu nunca serei capaz de fazer isso”.

• Mescle tarefas com maior grau de exigência com as de menor.

• Incentive a leitura e compreensão por tópicos.

• Utilize procedimentos alternativos como testes orais, uso do computador, máquina de calcular, dentre outros.

• Estimule a prática de fazer resumos. Isto facilita a estruturação das ideias e fixação do conteúdo.

• Oriente o aluno a como responder provas de múltiplas escolhas ou abertas.

• Estenda o tempo para a execução de tarefas, testes e provas.

• A agenda pode contribuir na organização do aluno e na comunicação entre escola e família.

• Incentive a revisão das tarefas e provas. Contato com a família, deveres e trabalhos em casa

• Mantenha constante contato com a família. Tente utilizar as informações fornecidas por ela com o objetivo de compreender o seu aluno melhor.

• Procure nesses encontros enfatizar os ganhos e não apenas pontuar as dificuldades.

• Evite chamá-los apenas quando há problemas.

• Ajude seu aluno a fazer um cronograma de tarefas e estudos de casa. Isto poderá contribuir para minimizar a tendência a deixar tudo para depois.

• Tente anunciar previamente os temas e familiarizar o aluno com situações que posteriormente serão vivenciadas.

• Estimule a atividade física.

Como saber mais sobre TDAH?

Atualmente, já existe bastante material disponível sobre TDAH em formato de livros, livretos, aulas em vídeo, palestras na internet. A quantidade de informações em todas as fontes de comunicação é tão grande que é preciso ter muito cuidado ao tentar se familiarizar com um tema. Esse cuidado é necessário principalmente em relação a duas questões: – Como determinar se algo publicado (em revistas, livros, jornais, rádio, TV, internet, etc.) realmente traz informações confiáveis? – Mesmo sendo confiável, como selecionar o que ler e/ou estudar considerando que o volume de informações é cada vez maior e o tempo para aperfeiçoamento cada vez menor? Em relação à primeira pergunta, é importante estar atento às qualificações do interlocutor. Para páginas de internet, o ideal é buscar sempre os sites ou as páginas que representam uma associação, tais como o site da Associação Brasileira de Déficit de Atenção, ABDA (www.tdah.org). Caso queira saber informações sobre a confiabilidade de outros sites ou se existe fundamentação científica para qualquer afirmação que tenha lido ou que tenha ouvido em uma entrevista, é possível escrever um e-mail para a ABDA perguntando a opinião da associação sobre o assunto. Lembre que informação é um pouco como alimento, ou seja, dependendo da qualidade nos fará bem ou mal.

FONTE:http://www.tdah.org.br/images/stories/site/pdf/tdah_uma_conversa_com_educadores.pdf.

Acesso em 21/03/2017, às 13h53min.

MEU ALUNO É DISLÉXICO, O QUE FAZER?

Psicopedagogia: como ela pode ajudar?

Write by Eliane Costa Kretzer – Psicopedagoga

ALGUMAS DICAS E ORIENTAÇÕES PARA A ESCOLA NO TRABALHO COM ALUNOS DISLÉXICOS

  • Favorecer a comunicação usando frases curtas e concisas sem utilizar linguagem simbólica ou metafórica.

  • Colocar o aluno perto do professor e do quadro; supervisionar seus trabalhos e a sua organização.

  • Favorecer o diálogo certificando-se que haja uma compreensão do objetivo da aula, do raciocínio desenvolvido e dos fatos apresentados.

  • Não economizar tempo para constatar se ficaram claros os conceitos trabalhados: quando, onde e como?

  • Observar a integração entre os colegas, pois poderá ocorrer rejeição em provas em dupla e apresentação de trabalhos.

  • Ajudar no fortalecimento de seu ego e na construção de sua auto-estima.

  • Elaborar aulas com material visual, claro e criativo que chame a atenção.

  • Criar dicas, atalhos e associações para facilitar sua fixação de conteúdos.

  • Apresentar o conteúdo em partes de maneira indutiva e clara, evitando abordagens globais e dedutivas.

  • Usar sempre mais de um canal de aprendizagem e informação, com diferentes recursos audiovisuais.

  • Permitir o uso de gravador e recursos de informática.

  • Trabalhar com o erro de forma construtiva e não punitiva.

  • Elaborar exercícios com erros produzidos deliberadamente.

  • Valorizar sempre o desempenho individual e “tolerar” as dificuldades gramaticais como pontuação, acentuação e caligrafia.

  • Sempre que possível preparar avaliação individualizada com esquemas e gráficos que permitam a apresentação de seu conhecimento.

  • Dar oportunidade de refazer a prova oralmente.

  • Proporcionar interprete nas provas escritas.

Fonte: Estas são algumas das recomendações divulgadas pela Associação de Dislexia de Santa Catarina – Rua Desembargador Pedro Silva,79 – Blumenau – SC – CEP89012-150 – (47) 3222-0097)

Eliane Costa Kretzer – Setembro de 2013

Autoestima e desenvolvimento infantil

 

     Atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem, transtornos do aprendizado e dificuldades de socialização são queixas recorrentes associadas aos alunos encaminhados ao SEFOPPE, Clínica de Fonoaudiologia, Psicopedagogia e Psicologia mantida pela Secretaria Municipal de Educação de Gaspar, cidade catarinense localizada no Vale do Itajaí. E é digno de nota o quanto a baixa autoestima está envolvida nesses casos, contribuindo sobremaneira para o insucesso escolar e limitações na socialização.

     Assim, expusemos a seguir uma entrevista da psicoterapeuta Lívia Mattos concedida à revista UMA sobre a importância da autoestima, haja vista ser de grande relevância abordar o tema com pais e educadores, no intuito de reduzir potenciais limitações ao desenvolvimento infantil.

Leia a entrevista na íntegra aqui.

Uso de drogas na adolescência. “Prevenção com repressão, não queremos!”

O TEXTO A SEGUIR REFERE-SE A UMA SÍNTESE DO TÓPICO “PREVENÇÃO COM REPRESSÃO, NÃO QUEREMOS!” DA DISSERTAÇÃO DE MESTRADO INTITULADA ABORDAGENS PEDAGÓGICAS DE PREVENÇÃO DO USO INDEVIDO DE DROGAS POR ADOLESCENTES: DA PRÁTICA DA OPRESSÃO À PRÁTICA DA LIBERDADE”. O TRABALHO EM QUESTÃO FOI ELABORADO E APRESENTADO POR WÂNIER APARECIDA RIBEIRO, PARA OBTENÇÃO DO GRAU DE MESTRE EM EDUCAÇÃO PELA PUC-MG.

Em entrevistas realizadas, tanto com adolescentes quanto com professores do ensino fundamental e médio pode-se perceber um consenso com relação ao conceito de prevenção. De forma geral, os conceitos formulados apontaram:

É uma medida que antecede um fato.” (P6, 06/03/01)

‘‘São ações que visam a evitar que algum mal possa acontecer.” (Felícia, 17 anos, 2ºB, 06/12/00)

No caso da prevenção do uso indevido de drogas, essas conseqüências seriam relativas a várias ordens, entre elas biológica, psicológica, social.

A repressão, uma primeira concepção de prevenção, foi um mecanismo que não obteve êxito, devido ao seu discurso alarmista e moralista, como também por destoar da realidade concreta do usuário. Essa concepção origina-se, historicamente, do modelo jurídico-moral e, posteriormente, do sanitarista, que privilegiam os aspectos legais e aqueles referentes ao perigo do uso das drogas. O usuário, nesse sentido, é considerado como um infrator ou como vítima de um mal que é a droga. Trata-se de uma visão reducionista que não leva em consideração fatores sócio-culturais, psicológicos e biológicos. Sua prioridade é o produto tóxico proibido, assim como os efeitos nocivos sobre o indivíduo que o consome e o perigo ao qual a sociedade está exposta. 

Os adolescentes entrevistados demonstram insatisfação com relação a tal tipo de abordagem quando relatam:

‘’ Estamos cansados de escutar estas palestras que não

têm nada a ver com a nossa realidade e nem com a

verdade. As pessoas costumam inventar muito em cima

do real para ver se convencem os jovens a não usarem as

drogas. Quando falam de drogas, geralmente querem nos

assustar, com cenas horríveis, com slides e filmes ainda

mais horríveis. Falam ma da droga, as pessoas que usam

morrem de rir, caçoam, pois sabem que não é bem assim.

Falam só do mal que a droga provoca, mas não admitem

que ela também faz bem. Para quem gosta, este tipo de

trabalho se torna uma “babaquice”. Acho que as palestras

deveriam ser mais light, mais reais, mais concretas

mesmo, levando em consideração aquilo que já sabemos.

Falam também de uma proibição, da questão legal etc e

tal, a gente sabe de tudo isto, só que quem vem falar

coloca a droga num pedestal e as coisas não são bem

assim.”(Fernanda,17anos, 1ºA, 06/10/00 – Grupo 1)

“Todos os palestrantes que vêm na escola dizem a

mesma coisa: falam do mal que a droga traz , mostram

aqueles cartazes e filmes horríveis em que o usuário

sempre se dá mal. Na verdade, aqueles que usam

pensam: “comigo é diferente, este pessoal não está com

nada”. É assim que ouço meus colegas usuários falando.

Na realidade este tipo de trabalho é cansativo, entra num

ouvido e sai pelo outro, não traz nenhum proveito, mas

isto acontece porque o pessoal não sabe conversar com

os adolescentes. O trabalho de prevenção na escola não

deveria ser esta canseira, que impõe uma certeza de fora

para a gente. Eles não sabem fazer prevenção.

Prevenção com repressão a gente não quer não.”

(Márcio, 18 anos, 2º B, 06/12/00 – Grupo 2)

Como os adolescentes relatam, para a sustentação da proposta repressiva são utilizados argumentos de ordem moralista, sensacionalista ou, ainda, emocional, objetivando chocar, amedrontar e alarmar a sociedade e, principalmente, os usuários. Esse tipo de discurso não obteve e continua não obtendo repercussão, visto que a exagerada forma de abordar os fatos não coincide, pelo menos de imediato, com aqueles efeitos que os próprios usuários experimentam. Tal ineficácia pode ser observada nos relatos dos adolescentes quando, em entrevista, lhes foi perguntado sobre a importância do desenvolvimento de projetos de prevenção do uso indevido de drogas em sua escola. Obtiveram-se respostas do tipo:

Acho muito importante este trabalho na escola, pois,

nem todos os pais têm abertura para conversar com a

gente. O adolescente precisa destas informações para

que ele possa escolher melhor sobre o que vai fazer de

sua vida, só que não adiantam estas palestras cansativas

que a gente está cansado de ouvir a mesma coisa. Droga

faz mal, não use, ela mata, dá cadeia, enfim, eles querem

aterrorizar para a gente não usar. Este papo é “careta”, a

gente tem curiosidade de saber das coisas, mas

queremos participar, dialogar. Com o adolescente não

adianta impor, pois ele é do contra, gosta de mostrar que

é livre para fazer o que quer. Igual aquelas propagandas

que mostram o usuário se acabando, morrendo, aquilo é

ridículo, pois quem usa, nem sempre acaba assim, se

acaba é mais devagar. Também, quem usa só vê que

está se acabando quando não tem mais jeito. Acho que

um projeto legal é aquele que dá espaço para o

adolescente falar, não é pelo medo que alguém vai nos

convencer. Uma vez participei de uma palestra que o

pessoal começou mostrando um tanto de gente morta, um

pessoal seco, definhado, a gente começou foi a rir e o

mais interessante é que o palestrante fumava. No final da

palestra ele acendeu um cigarro e saiu fumando, a gente

não agüentou, fomos atrás dele e metemos o ferro nele.

Tá achando que só o bagulho que mata?” (Fabiana, 17

anos, 3ºA, 04/10/00 – grupo 1)

“Os palestrantes geralmente têm uma visão distorcida de

jovem, acreditam que somos ingênuos e então trazem um

discurso moralista para a gente, acreditando que estão

corretos e que têm a verdade. As informações que

trazem, muitas vezes, já sabemos de todas através dos

livros. A questão da prevenção não está apenas no fato

de explicar o que a droga provoca, a questão é abrir a

mente do sujeito para a responsabilidade diante de sua

vida, mostrar e fazê-lo refletir sobre o que ele está

fazendo e pode piorar a sua vida. Entende? Desenvolver

estes tipos de atividades para a gente não tem validade,

os palestrantes e as escolas deveriam entrar na

linguagem e no mundo dos jovens, do jeito que fazem,

não está com nada.”(Malaquias, 13 anos, 1º B, 08/11/00 –

Grupo 2)

Com relação à forma (estratégia) ideal para abordar o tema com o adolescente, eles relatam:

Você sabe, adolescente é meio rebelde, não adianta

impor, se você vem na pressão não consegue nada.

Adolescente é do contra, às vezes só para contrariar ele

faz o contrário. Se os pais falam uma coisa de forma

autoritária acontece o contrário, da mesma forma é na

escola, se o professor ou qualquer pessoa quer mandar,

quer exercer pressão aí pode saber que a coisa não anda,

dá para trás. O negócio é abrir para discussão, deixar o

adolescente falar das suas idéias, discutindo numa boa,

talvez ele até mude de opinião, mas não pode forçar a

barra.”    

(Milton, 16 anos, 1ºB, 08/11/00 – Grupo 1)

“Ah! Tem que chegar junto, senão não funciona mesmo.

Adolescente é arredio, fica com o pé atrás. A gente

desconfia de tudo e de todos e debochamos também,

principalmente, quando querem convencer a gente na

marra. A melhor forma é não vir com repressão, com

força. Sabe como? Falar, conversar, pedir nossa opinião,

não jogar ‘ 7/1’ para cima da gente.”           

(Kátia,13 anos, 7ª B, 15/11/00-Grupo2)

Quando indagados sobre os tipos de estratégias mais comuns utilizadas pela escola para abordar o tema:

‘’ Geralmente são lâminas com dados estatísticos, slides

com os tipos de drogas, filmes que mostram os

adolescentes na lama, aqueles comerciais que a rede

Globo gosta para aterrorizar o uso do pó e do crack. Tipo

aqueles que a Cláudia Ohana participou uma vez, onde

ela se consumia. Lembra? Tudo bem que possam mostrar

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isto, mas é muito dramático para o meu gosto. Na

realidade custa para a pessoa chegar naquele ponto. Isto

não convence o jovem. Sem contar que se a gente criticar

a Diretora é bem capaz de dar uma advertência. Os

professores pedem pesquisa de vez em quando, mas é

muito raro. O que mais acontece são outras pessoas, que

vêm de fora, falarem para a gente.”

(Márcio, 18 anos, 2ºB 06/12/00- grupo2)

Os sucessivos fracassos da prevenção baseados na repressão levaram profissionais de várias áreas do conhecimento a discutirem e proporem a idéia da educação preventiva, que leva em consideração a questão do consumo situado no contexto social e humano. O abuso do consumo deve ser analisado como um sintoma que ocorre em função de vários aspectos: biológicos, psicológicos, sociais, econômicos, culturais, políticos, entre outros. O uso e o abuso são inseridos numa realidade concreta, focalizando a responsabilidade pessoal e não apenas apontando a droga como um produto perigoso. (Bucher, 1991)

Ao perguntar para os adolescentes, que participaram do projeto Adole-ser, sobre sua percepção em relação às estratégias utilizadas em suas atividades, foram obtidos os seguintes tipos de resposta:

Todo mundo que participou deste projeto fala que ele o

foi o primeiro que, realmente, abordou de forma aberta a

prevenção, não sei se foi porque foram profissionais da

N.P, pois têm maior conhecimento, foram os primeiros

que falaram claramente para a gente…”

(Maurílio, 17 anos, 1º B, 24/10/00 -Grupo2)

Teve espaço para o diálogo e também eles não

começaram com aquelas palestras cansativas, que falam

que a droga faz mal. Primeiro criaram um espaço para

discussão e reflexão através das oficinas e dinâmicas que

nos despertaram para querermos saber de dados mais

científicos depois. Aí entrou a parte de mitos e verdades e

a gente que tinha que tentar achar uma resposta. Todos

queriam que eles voltassem para trabalhar de novo com a

gente.”

(Márcio,18 anos, 2ºB, 06/12/000 -Grupo2)

O mais legal foi que eles deixaram a gente se posicionar

nas escolhas, escutando sobre o que a gente pensava.

Tinha gente que mudava de opinião no meio das

atividades. Foi muito interessante!”

(Manoel,16 anos, 2ºA, 04/10/00-Grupo2)

O que eu mais gostei é que eles deram espaço para o

adolescente se posicionar e é disto que a gente precisa.”

(Marcos, 16 anos, 1ºB, 24/10/00 -Grupo2)

Eu gostei porque no final cada um tinha que tirar sua

própria conclusão, não teve nada imposto.”

(Fátima, 18 anos, 07/10/00-grupo2)

Foi diferente de tudo que eu já assisti, eles não

mandaram fazer a escolha que era certa, deram espaço

para discussão. Não foram aquelas palestras enjoadas.

As oficinas é que eram legais. Acho que nunca vou

esquecer deste trabalho, mexeu com muitos colegas que

fazem o uso.”

(Feliciana,17 anos, 2º A, 06/10/00 -grupo2)

“Achei diferente de todas as palestras de drogas que

participei na escola, quer dizer que já assisti, pois a gente

não participa de nada, o tempo todo o pessoal só fica

falando com a gente e a gente escutando e, muitas vezes,

a gente fica dormindo ou zuando, pois não dá para

agüentar. Eles deixam a gente falar o que a gente pensa,

depois a gente sai na maior dúvida o que é melhor e o

que pior, faz a gente pensar sobre o assunto mesmo.”

(Flávia, 13 anos, 7ªA, 07/10/00 – Grupo2)

A proposta é direcionada para conscientização das crianças e jovens, no sentido de conseguir efeitos amplos, duradouros e multiplicadores. Tal abertura pressupõe que o papel dos educadores seja o de despertar no aluno uma consciência crítica, avançando para além dos conteúdos sistematizados, com o propósito de se aproximar cada vez mais da realidade social dele.

Uma nova proposta que vem sendo utilizada por escolas e outros órgãos é a prevenção a partir de três níveis: primário, secundário e terciário. 

A prevenção primária pretende atuar antes que haja o uso da droga. Deve ser iniciada na infância, associada a um quadro mais amplo de educação para a saúde. Deve contar com o apoio de “educadores naturais, sendo pais e professores” (Bucher, 1991, p. 32). Com os jovens e adultos, ela precisa voltar-se para a conscientização e sensibilização diante de sua existência e, em conseqüência, para a responsabilidade de suas escolhas. Portanto, é esse o tipo de prevenção a mais necessária na escola, pois é a partir dela que será possível evitar que o adolescente faça o uso e/ou abuso da droga. 

A prevenção secundária é um prolongamento da primária. No nível secundário, já houve o consumo de alguma droga, mesmo que de forma intermitente, e a preocupação aí é que a dependência não se instale. Assim, é importante dialogar com o usuário, tendo o cuidado de fazer intervenções para que ele possa se informar e, ao mesmo tempo, questionar-se a respeito do significado que atribuí a tal uso. Esse diálogo poderá vislumbrar outras possibilidades de escolha, evitando, inclusive, outros fatores de risco em que o usuário possa se envolver, ou seja, riscos legais, de saúde física e psicológica, etc. É importante lembrar que o uso da droga por alguns adolescentes, enquanto experimentação ou rito de passagem, não se constitui em abuso ou dependência. Considera-se, também, que o uso de alguma droga possa acontecer esporadicamente nas vidas de algumas pessoas, sem necessariamente constituir-se em abuso, pois este é visto como um uso mais contínuo e em maiores quantidades. Por outro lado, nem todo abusador é considerado dependente. O dependente necessita da droga, de forma mais contínua, geralmente o uso é diário, e em quantidades cada vez maiores. Não é possível precisar qual usuário esporádico possa vir a ser abusador ou não, assim com não é possível prever se o usuário esporádico e abusador se tornará dependente. Inúmeras variáveis influenciam essa questão, ou seja, aspectos socioculturais, biológicos, psicológicos, econômicos etc. A relação que o usuário traça com a droga parece ser um determinante para se instalar a dependência. Assim, é muito importante que as pessoas que estejam dispostas a contribuírem com intervenções junto aos adolescentes usuários e/ou abusadores estejam abertas à escuta para compreenderem o significado do uso e/ou abuso.

Já a prevenção terciária pressupõe que a dependência esteja instalada. Atuando antes de um tratamento adequado, ela visa ajudar na formulação de um pedido de ajuda. Durante o tratamento visa a desdramatização da situação, sem, contudo minimizá-la, ajudando o usuário a não interromper o processo terapêutico. Após o tratamento visa uma ação conjunta com uma instituição especializada em reinserção social.” (Bucher, 1991, p. 31). Vários fatores podem influenciar no sentido de não se realizar o tratamento da dependência, dentre eles, o desinteresse ou o conflito vivenciado pelo próprio usuário, a falta de condições econômicas, inexistência de programas sociais públicos, falta de apoio familiar, nível de dependência física ou psicológica etc. Nesse caso, a prevenção terciária visa a diminuir os danos que o uso possa causar. 

Clique AQUI para acessar o trabalho na íntegra.