22 DE OUTUBRO – DIA INTERNACIONAL DE ATENÇÃO À GAGUEIRA

Seu Filho Gagueja?”

A gagueira é um distúrbio neurológico que pode causar forte impacto negativo na vida da pessoa que gagueja. Dada a importância da comunicação na vida diária, a gagueira tende a prejudicar consideravelmente a funcionalidade do indivíduo em vários aspectos da vida, sobretudo nos âmbitos acadêmico, social e ocupacional. Apesar de ser um distúrbio que incide em 5% da população e que se torna crônico em 1% dela, a gagueira infelizmente ainda não recebe a atenção e o cuidado que necessita.

Para minimizar isto, desde 1998, em diversas partes do mundo, acontece no dia 22 de outubro o DIA INTERNACIONAL DE ATENÇÃO À GAGUEIRA. Em vários países, pessoas famosas que gaguejam dão depoimentos e ajudam a melhorar o nível de informação sobre a gagueira e os tratamentos disponíveis. Julia Roberts e Bruce Willis já participaram da campanha, contando suas experiências pessoais. Eles se juntam a outras pessoas brilhantes que, ao longo da história, também conviveram com o distúrbio: Demóstenes, Charles Darwin, Winston Churchill, Lewis Carroll, Machado de Assis, John Updike, José Saramago, entre outros.

O tema da campanha do DIA INTERNACIONAL DE ATENÇÃO À GAGUEIRA de 2010 é “Seu Filho Gagueja?”. Este tema foi escolhido para esclarecer aos pais e familiares sobre este sério distúrbio de fluência da fala e alertá-los sobre a enorme importância do atendimento precoce.

A gagueira é ainda hoje pouco entendida pela grande maioria das pessoas, e o que prevalece na maioria das vezes é o conhecimento do senso comum sobre o assunto.

O objetivo dessa campanha é oferecer informações científicas atualizadas para aumentar a compreensão de todos sobre esse distúrbio, que geralmente é visto como engraçado mas que pode ter consequências bastante graves – levando a pessoa a grande sofrimento e até mesmo ao isolamento. Esperamos com isso contribuir para que as piadas em torno do distúrbio diminuam na proporção inversa do nível de esclarecimento sobre ele, de modo a acabar com o preconceito e a ridicularização que ainda humilham e maltratam as pessoas que gaguejam e seus familiares.

No Brasil, o CEFAC – Saúde e Educação (www.cefac.br), o HSPE – Setor de Fonoaudiologia do Hospital do Servidor Público Estadual (www.iamspe.sp.gov.br), o IBF – Instituto Brasileiro de Fluência (www.gagueira.org.br), a FM-UFRJ – Curso de Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (http://www.medicina.ufrj.br) e o CFFa – Conselho Federal de Fonoaudiologia – (www.fonoaudiologia.org.br) coordenam campanhas que atingem todo o território nacional.

Na intenção de disseminar informação e esclarecimento sobre esse distúrbio que atinge cerca de dois milhões de brasileiros, dezenas de cidades promoverão atividades gratuitas para a população na semana do dia 22 de outubro. A programação oficial poderá ser acompanhada no site do IBF (www.gagueira.org.br) e do Cefac (www.cefac.br )

Fonoaudiólogos de todo o País estão envolvidos nas atividades da Campanha Nacional, que é dirigida pela Comissão Organizadora Nacional, formada pelas fonoaudiólogas Ignês Maia Ribeiro (CEFAC e IBF contato: (11) 9988.9500 ou presidência@gagueira.org.br), Eliana Maria Nigro Rocha (HSPE e IBF – contato: (11) 7482-8866 ou ibf.clinica@gmail.com, Sandra Merlo (IBF contato: (11) 9814.7401 ou sgmerlo@gmail.com) e Leila Coelho Nagib (UFRJ e IBF – contato: (21) 9342.7984 ou leilanagib.ufrj@gmail.com).

A GAGUEIRA:

De acordo com os mais recentes trabalhos científicos, a gagueira é entendida como um distúrbio do neurodesenvolvimento que afeta a fluência natural da fala.

A gagueira se caracteriza por interrupções atípicas e involuntárias no fluxo da fala. Essas interrupções se apresentam em forma de repetições, hesitações, bloqueios, prolongamentos, tensões corporais e/ou orofaciais. Trata-se de um distúrbio universal, presente em todas as partes do planeta independentemente da raça, cultura, credo ou situação socioeconômica. A gagueira incide temporariamente em 4% da população e prevalece em 1% da população mundial, numa proporção de quatro pessoas do gênero masculino para uma do gênero feminino.

Na maioria dos casos, ela surge entre os dois e quatro anos de idade, e seu desenvolvimento é gradual, mas, em um terço das crianças atingidas, ela começa abruptamente. Tende a ocorrer em famílias onde há membros que gaguejam, ou que gaguejaram, em uma proporção três vezes maior do que em crianças sem histórico familial positivo.

Estudos específicos apontam para a transmissão genética na maioria dos casos. Porém, o fator genético não pode ser considerado como causa única, mas sim como predisposição para esse distúrbio. A gagueira é compreendida como um distúrbio multifatorial de base neurológica. Sabe-se também que lesões cerebrais podem causar alterações nas estruturas responsáveis pela sequencialização motora da fala, causando a gagueira.

Muitas das crianças que gaguejam poderão obter remissão total desse quadro, mas ainda não há como o leigo prever quais são as crianças que se encontram nesse grupo. E é exatamente por isso que é fundamental que se faça uma avaliação especializada e, se necessário, se inicie o tratamento o mais cedo possível. Quanto mais rápida e adequada for a intervenção terapêutica, melhores serão os resultados. O profissional a ser consultado para a avaliação e diagnóstico diferencial da gagueira é o fonoaudiólogo especializado no atendimento dos distúrbios da fluência, que tenha conhecimentos científicos e práticos sobre o tema.

Mesmo pessoas adultas que apresentam a gagueira instalada de longa data, quando em tratamento fonoaudiológico adequado, apresentam melhoras significativas, otimizando suas relações de comunicação como um todo, minimizando significativamente o distúrbio e o sofrimento interno que ele ocasiona.

A gagueira mais freqüente é a Gagueira do Desenvolvimento, que se inicia na infância e pode ir agravando. A Fonoaudiologia reconhece também outros quadros considerados como Distúrbios da Fluência: a taquilalia, a taquifemia e a gagueira adquirida. Um fonoaudiólogo especializado no tema tem competência para avaliar, fazer o diagnóstico diferencial, traçar um planejamento terapêutico adequado e ajudar o paciente a eliminar a gagueira em crianças, ou a falar de maneira mais suave e natural, sem tanta dificuldade, minimizando assim os impactos negativos do distúrbio na vida da pessoa.

Fonte: Instituto Brasileiro de Fluência – http://www.gagueira.org.br

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